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A MAIOR MUDANÇA DE NOSSAS VIDAS
Publicado em 25/10/2010 às: 09:52:08


                                                                                                    

“Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa”... Ivan Lins

    


É natural que muitos pais sintam-se completamente perdidos quando seus pequenos querem ganhar asas e se tornar donos do próprio nariz. O fato é que tanta independência não se conquista da noite para o dia e, neste longo percurso, muito terá de ser descoberto (para ambos os lados). A boa notícia é que os pais já largam na frente, pois já passaram por essa fase (pelo menos a maioria). O correto é deixar claros os papeis: pais são pais e amigos são amigos, se não eles estão órfãos, e na adolescência amigos é tudo de bom, e pais, desculpe-me, os amigos são mais importante que nós!Amigos são tuduuuu!!!! 

Abaixo algumas situações que podem acontecer na adolescência, e algumas dicas para diminuir os conflitos que poderão existir.

 

 

 

Saídas sem avisar

Tenha pulso firme, mas jamais seja controlador. “Deixar de dar satisfação “pode ser um ato simbólico de independência”. É preciso expor a preocupação e deixar claro o risco desta atitude, mas sem ameaças. Trate-o como um adulto para esses casos. A palavra de ordem é manter os combinados para reforçar a relação de confiança. Saiba com quem seus filhos vão pra balada, onde e como. Além disso, determine um horário para voltar. O segredo é estabelecer naturalmente os limites sem bater de frente.

 

 

Briga com namorado (a)

Não tome partido. É preciso respeitar a individualidade do casal. “Percebo que é extremamente difícil para os pais deixar que o adolescente resolva”. Ficar neutro perante uma briga não é estar indiferente. Na prática, você está estimulando seu filho ou filha a encontrar seu próprio caminho com relação ao fato, isto é ensiná-los a tomada de decisões, tão importante neste momento de busca da identidade.

 Diga: “Estou com você nas suas decisões, conte comigo, acima de todos e todas, está você que é meu filho (a)”.

 

 

 Rejeição na escola

Ser discriminado na adolescência é doloroso. O grupo tem uma força muito grande, pois traz uma sensação de pertencimento a um novo grupo, também faz parte da busca pela identidade (dilema criança ou adulto?).  Cabe aos pais ficar atentos ao isolamento e as dificuldades de estabelecer amizades (ai sim é problema). Não se pode ignorar e achar que se trata de um momento passageiro. Por outro lado, nada de atitudes radicais: tirar o jovem da escola, tomar para si sua dor e partir em defesa. “Muitas vezes, esta situação é apenas a ponta do iceberg. É preciso observar o que de fato está acontecendo”.

Dialogar com a escola é uma boa dica, procurar ajuda de um profissional também costuma ajudar ou até mesmo resolver o problema (entende-se neste caso o profissional indicado é um psicólogo, preferencialmente comportamental - cognitivo).

 

 

Ficar bêbado

Nada de moralismo. Experimentar os limites, inclusive na bebida, é pré-requisito para qualquer adolescente. Mas o que fazer quando você percebe que ele chega em casa trançando as pernas? Certamente, seu instinto falará mais alto e o sangue vai ferver. Nesta hora, respire fundo e conte até mil. “Não vai adiantar conversar assim”. Nada de atitudes punitivas: é melhor ter firmeza e clareza na hora de agir. Traga exemplos reais do que o uso abusivo do álcool significa, assim como os riscos aos quais ele fica submetido quando está bêbado. O segredo é lidar sobre este assunto de maneira aberta desde o inicio. “A questão não é negar a existência de bebidas em sua casa ou no seu convívio”.

 

 

Uso de drogas

É comum que a influência do grupo interfira na experimentação das drogas.

“Frente à angústia de não saber como o adolescente busca sua identidade dentro do grupo, o ideal é ensiná-lo que ser MARIA VAI COM AS OUTRAS não é criativo e nem inteligente, é importante frisar que mesmo sendo amigo da galera, ele que é o autor de sua própria história, senhor de suas próprias decisões. E é isto que o faz único, especial! Reforce sua individualidade no dia-a-dia, elogie e apóie. Porém, ao menor sinal de uso, fique atenta e busque ajuda com um Profissional.

Pais, volto a dizer é dentro de um grupo social que o adolescente constrói sua individualidade, portanto é  normal eles andarem iguais,com o mesmo estilo, porém orientados  dos seus limites e do que é saudável e socialmente correto e aceito.

 

 

 Escolha da profissão

Ainda tão jovem, é dada ao seu filho a árdua tarefa de escolher o que irá fazer pra toda vida. A adolescência é um momento de muitas contradições. Se por um lado é impossível continuar agindo como criança, por outro lado há questões práticas “Que ainda não o revelam como um adulto, já que ainda não lhe é permitido que case, dirija, e até mesmo more sozinho, etc”. Evite pressionar, mas não omita os fatos. Seja cúmplice nas incertezas e dúvidas, mas não tente direcionar. Ajude-o a buscar dentro de si o que pode lhe dá mais prazer e satisfação. Emita opiniões e fale de sua própria experiência e trajeto de busca, quando ele estiver disposto a ouvir obviamente, (momentos raros, rs).

Ajuda profissional (orientação profissional) para esta questão é um excelente investimento para o futuro dos adolescentes e dos pais.

Espero ter ajudado em algo!

Uma Linda Semana a Todos!

 

 

                        

Márcia Maria de Sousa

                                                                           CRP 06 94598    

Psicóloga, professora e especialista em terapia cognitiva e orientação profissional para adolescentes e adultos.

 Atua como psicóloga oficial voluntária na Diretoria de Ensino de Andradina.

Sua clínica esta localizada a Rua Vitório Guaraciaba 1674, fone 37236422.

Site: www.desenvolvimentodepessoas.com.br

E mail: marciamaria@desenvolvimentodepessoas.com.br